6 - SEGUNDA SEMANA NO KIBUTZ

 

Começou nossa segunda semana no Kibutz. No domingo, que era nossa segunda-feira, teve um jogo de futebol: Scorpions x Twins depois do trabalho, deu empate. Ficamos com alguns voluntários até o sol se pôr, que era um espetáculo de ver ali do campo. Os meninos jogaram um pouco de capoeira, enquanto eu e duas voluntárias tentávamos aprender. Na segunda, não trabalhei na cozinha, trabalhei em um lugar diferente. Fui escalda para limpar os prédios dos voluntários, eu odiei esse trabalho, mas limpei tudo como nunca tinha sido limpo antes. Fiquei feliz porque todo mundo que chegava do trabalho elogiava a limpeza, mas não queria fazer aquele trabalho de novo. Limpei o três prédios, alguns banheiros e a cozinha. Estava tudo um nojo! Como era sempre responsabilidade dos voluntários escalados, nunca limpavam direito, pelo menos, não como nós brasileiros. Isso era nítido pelas caras de surpresa dos demais voluntários quando entravam no prédio e sentiam aquele cheiro bom de limpeza. De tarde, estava tão cansada que fui dormir enquanto o Monclair jogava basquete.

            No Kibutz tem campo de futebol, ginásio, academia de musculação, piscina (que estava fechada por causa do frio, só abria mais perto do verão) e todos podem usar a vontade, não é perfeito? É um condomínio fechado onde não tem síndico e não se paga nenhuma taxa extra rsrsrs.

  

            Na terça-feira trabalhei nas plantações de abacate pela primeira vez, foi legal e eu entendi porque tínhamos tanto abacate no café da manhã. Os meninos já tinham trabalhado lá antes e dessa vez trabalhamos todos juntos. Foi um dia divertido e agradável ao ar livre. De tarde fomos à Migdal para o Monclair e o Romero conhecerem, o caminho continuava lindo e florido.

  

Na quarta voltei para cozinha, oba! De noite inventamos moda e fizemos uma fogueira na frente do nosso quarto no Twins e reunimos alguns voluntários lá. A idéia foi super aprovada e ninguém do kibutz foi reclamar. Lembro que as pessoas não acreditavam que eu e o Monclair só nos conhecíamos há três meses, diziam que a gente parecia estar junto há muitos anos. O engraçado é que a gente também tinha a mesma sensação.  

 Não sei se fizeram propaganda da minha limpeza, mas fui escalada para limpar os prédios dos voluntários novamente! Duas vezes na mesma semana! Ninguém merece! Dessa vez não caprichei tanto e acabei todo meu serviço antes do almoço. À tarde, aproveitei para visitar o Monclair no trabalho dele. Ele estava trabalhando na fecundadora de ovos do kibutz, um trabalho bem seletivo, pois era necessário um treinamento, o Monclair ficou fixo nesse trabalho e parou de revirar bosta de galinha rsrsrs. Ele colocava quatro ovos entre os dedos, dava uma batidinha em cada um e, de acordo com o barulho, ele sabia se estava quebrado ou não. Depois do trabalho, por volta das duas horas da tarde, fomos caminhar em uma floresta que tinha no final do Kibutz. Era muito linda e no caminho vimos uma criação de avestruz, era do kibutz Givat que estava muito próximo. Em Israel, eles têm o costume de comer pescoço de avestruz, nunca tinha comido, mas gostei muito. Quando a gente vê, parece uma posta de peixe frito, mas o gosto é mais parecido com o de galinha.

Como era quinta feira, então fomos para o refeitório, que estava aberto para nós fazermos o jantar coletivo dos voluntários. Essa noite era responsabilidade dos suecos prepararem uma comida típica para os demais voluntários. Foi divertido e bom para mudar o cardápio dos lanches noturnos. Depois todos nós fomos assistir a um filme no coffee-shop do kibutz que também era liberado pra gente nas quintas à noite.

Sexta é dia de viajar! Trabalhei na cozinha até o meio dia. À tarde fomos pegar carona para conhecer Nazaré, saímos nós os quatro juntos dessa vez.

PRÓXIMO CAPITULO - NOITE SINISTRA