MORRO DE SÃO PAULO - BA

        Em 2007, eu e o Monclair fomos à Morro de São Paulo para comemorar nosso aniversário de 10 anos, nessa ocasião, eu estava grávida da Natália. Ficamos apaixonados pelo lugar e me prometi que quando já tivéssemos nossos dois filhos, voltaríamos para lá, pois é um destino mais que perfeito para ir com crianças, especialmente na baixa temporada, como era o caso.

        Esse ano (2015), o Duda e a Samila voltaram para o Brasil. Duda, para quem leu “Nossa História” é aquele amigo com quem viajamos para Israel em 1998, um daqueles irmãos que a gente escolhe. Pois é, após doutorado nos Estados Unidos, estava de volta para fazer seu pós doc em Salvador.  Juntamos esses dois motivos a uma super promoção da Gol Linhas Aéreas e “fugimos” para alguns dias em Morro de São Paulo no mês de agosto.

Chegamos à casa do Duda e da Samila quase meia noite e fomos carinhosamente recebidos com um delicioso pão que eles mesmos fizeram. No dia seguinte, pegamos o taxi para o Terminal Turístico Marítimo de Salvador que fica em frente ao Mercado Modelo no centro histórico. O terminal é um prédio antigo e as instalações estão bem precárias, mas boa parte dele está em reforma. Nossa intenção era dar uma voltinha no Mercado Modelo antes de embarcar, mas infelizmente estava chovendo.

Para fazer a travessia de ida para Morro de São Paulo, optamos pela empresa Ilha Bela, que faz a travessia nesse sentido todos os dias às 08:30 e 10:30 da manhã. Compramos nosso vaucher desde Brasília e fomos muito bem atendidos pelo gerente Jacinto. O barco era um catamarã com mesas e bancos confortáveis na parte de dentro. A viagem foi ótima e conforme nos aproximávamos de Morro, o céu abria e a chuva ficava para trás. Ainda fomos surpreendidos por duas baleias jubartes no caminho, uma delas fez o barco desligar os motores para não atropela-la. Pra mim, eram sinais de que o fim de semana seria incrível.                                     

Ao desembarcar, fomos recebidos por moradores oferecendo “taxi” para nossas mochilas, agradecemos, mas não aceitamos, pois gostamos da sensação de viajante de tê-las nas costas. Em Morro de São Paulo, não é permitido carro, exceto um trator que recolhe o lixo e uma ambulância. Esses “taxis” são carrinhos de mão, que eles utilizam para carregar quase tudo, inclusive gente.

Ao chegar de barco, a viagem pela história de Morro de São Paulo já começa, pois passamos embaixo de um imponente Pórtico de entrada do Forte, construído em 1728 pelo Conde de Sabugosa.  Será que foi ele que inspirou Monteiro Lobato? 

  Após a travessia, fomos direcionados a pagar uma taxa de visitação de R$ 15,00 por pessoa. Depois de pagar a taxa, subimos uma ladeira que nos leva ao “centro” da vila e a mais história. A nossa direita, estava a Igreja Nossa Senhora da Luz de Morro de São Paulo, construída em estilo barroco em várias etapas entre 1628 e 1845, quando foi concluída. A igreja, infelizmente, foi alvo de muitos roubos e pirataria e foi saqueada várias vezes. Roubaram boa parte do acervo, incluindo uma coroa portuguesa de 1630, informações de doer o coração. Não entramos, pois estávamos com as mochilas, famintos e as crianças ansiosas para chegar na pousada. Dizem que no chão dentro da igreja tem várias lápides de antigos nativos e moradores com datas desde 1869. Mesmo sem entrar, a igreja é um interessante ponto de descanso após a subida da ladeira.

Fomos em direção a Pousada Vista Bela, descendo e subindo a “rua” onde todos chamam de vila, pois é onde se concentra boa parte do comércio local. Escolhemos essa pousada pela sua história, localização e área verde. Entre os anos 40 e 50, Durval Líbanio, descobriu Morro de São Paulo, onde começou a passar as férias com a família na casa de veraneio da Família Trócoli. Foi quando, Pedro Antonio, seu sobrinho neto, teve seu primeiro contato com o lugar aos dois anos de idade. Vinte anos depois, Pedro voltou a Morro e passou a fazer parte daquela comunidade. Aos poucos, Morro de São Paulo foi sendo descoberto pelos hippies, depois pelos mochileiros e aventureiros e finalmente pelo turismo. Em 1993, a casa de veraneio virou a Pousada Vista Bela. Com muita área verde, a pousada faz jus ao nome, fica em uma área mais alta e tem vista para o mar e para o farol.

         

Ficamos encantados com a pousada logo na chegada. Deixamos as mochilas nos quartos e pedimos uma sugestão para almoçar em um restaurante onde os moradores da vila gostam de comer e nos recomendaram o Restaurante Tinharé. O restaurante é bem simples e fica na “vila” em um nível mais baixo do que a rua, no meio de um amontoado de casas. O local das mesas fica embaixo de uma laje de outra casa e a impressão que dá é que ali é ou era uma passagem. Pedimos uma moqueca de mariscada e um bobó de camarão que saiu no ritmo baiano para aguçar nossa fome, mas estava tudo maravilhosamente delicioso a um preço muito justo. Super recomendo, além de uma comida muito gostosa, é uma experiência cultural.

A pousada fica entre a Primeira e Segunda Praia, na chamada Rua da Biquinha, a 150m da praia. Então, como bons calangos do cerrado que somos, independente da hora, fomos para a praia!

                     

Em Morro de São Paulo as praias são conhecidas por ordem numérica, Primeira Praia, Segunda Praia, Terceira Praia, Quarta Praia e Quinta Praia ou Praia do Encanto. Para aquele fim de tarde, escolhemos a Segunda Praia. No caminho, paramos em um deck onde conseguíamos ver as três primeiras praias, o Morro do farol, a Ilha da Saudade e a Ilha de Caitá. Mais uma paisagem maravilhosa!

As crianças brincaram incansavelmente na água até o pôr do sol, enquanto nós colocávamos a conversa em dia com o Duda e a Samila. O sol se pôs atrás do Morro do Farol, lindamente nos avisando que era hora de terminar o dia.

                                               

A Segunda Praia é a do movimento, cheia de bares e restaurantes super simpáticos, onde você senta com o pé na areia. Um mais legal que o outro. No caminho de volta, uma rapaz com um carrinho de mão cheio de frutas passou por nós e experimentamos duas frutas novas, o rambutã e o mangostão (ou mangostim). ADORAMOS!!! Compramos um saco de cada. A Rambutã é nativa da Malásia e muito popular no Havaí, Tailândia, Vietnã e Indonésia. Pelo jeito, adaptou-se muito bem na Bahia. Por dentro lembra a lichia, vale a pena experimentar.

                               

Antes de voltar pra pousada, passamos em um lugar chamado Pedra sobre Pedra para tomar um açaí a pedido das crianças. É uma espécie de restaurante, lanchonete e bar no início da Segunda Praia, construído sobre as pedras e com uma linda vista para o mar. Como havíamos almoçado tarde, o açaí foi nossa janta.

À noite, ficamos tomando vinho na varanda de nossos quartos admirando o farol, que enfeitava nossas conversas com sua luz piscante. As crianças se divertiram comendo as frutas recém descobertas até a hora de dormir.

        Na manhã seguinte, parecia que nem ia dar praia. O tempo estava feio, fechado, mas isso não desanimou as crianças a irem para a piscina antes mesmo do café da manhã, que era servido às 08:30 e elas já estavam acordas desde às 06:00!! A piscina tinha borda infinita e mais uma linda vista para o Morro do Farol.

 

Aos poucos o sol apareceu e a escolha foi a Quarta Praia, que é a maior de todas e muito pouco frequentada, sem bares e restaurantes e com águas claras, rasas e mornas. Perfeita!

Morro é uma gracinha, uma calçada de madeira nos leva até parte da Terceira Praia, onde tem mais bares e pousadas, depois continuamos a caminhada pela areia. No início da Quarta Praia, tem umas piscinas naturais e um restaurante, depois só areia e algumas poucas pousadas.

Lembrava que em 2007 ficávamos embaixo de uma castanheira, então já fui procurando uma delas “desocupada” e logo encontramos uma perfeita. Ficava próxima a barraca do Renato, que se auto intitulava “o melhor atendimento da vila”. O “estabelecimento” se resumia a uma mesa de frutas e bebidas, oito pares de cadeiras acompanhadas de guarda sol.

Com ajuda do Renato, rastelamos embaixo da castanheira e garantimos um excelente lugar à sombra para passar o dia.   As crianças só saiam da água para comer e passar protetor. Eu tinha a sensação de que sabia que seria um paraíso para elas, mas era ainda melhor do que eu imaginava. Ora elas brincavam sozinhas, ora com o papai, ora com o Duda, que acabou apelidado de “Fusquinha” depois de uma de suas brincadeiras.

          

Algumas pessoas passeavam na areia, de vez em quando passava uma carroça ou um queijo coalho, afinal de contas, estávamos no nordeste. Um ritmo total de desaceleração do dia a dia. Então decidimos experimentar uma bebida do Renato. O Duda recomendou uma caipirinha no cacau, aceitamos a sugestão e pedimos. Foi quando o Renato nos perguntou: “Caipirinha de que?” Ele falou uma lista tão enorme de frutas que não conseguiria repetir, então perguntamos qual seria sugestão dele e ele respondeu: “No Cacau? Vamos fazer uma mistura de morango, cacau e pinha?” Mais uma sugestão imediatamente aceita!

                        

Nem precisa dizer o quanto isso ficou delicioso! Além de gostoso, ele tem todo um capricho para servir, sempre de bom humor e muito atencioso. Realmente, vale a pena uma parada na Barraca do Renato.

Na hora de voltar, a maré estava alta e não tinha como voltar pela praia, então tivemos que passar por uma estrada que nos levava ao inicio da Terceira Praia. Adoro novos caminhos e adorei a experiência. Passamos por pessoas voltando para suas casas depois do dia de trabalho, pelo local onde pousam os aviões, pelos fundos das pousadas mais chiques...

                Na Segunda Praia nos reabastecemos de rambutãs e mangostins e fomos direto para o Farol assistir a mais um por do sol. O caminho por si só já vale a pena, primeiro passamos pela vila, pela igreja, pela praça e pegamos uma subida cercada de Mata Atlântica. Uma escadaria facilita a subida que nos leva ao farol. O Farol do Morro de São Paulo foi construído de 1848 a 1855. Na época era o mais moderno do litoral brasileiro. 

                   

Do lado esquerdo do farol, tem uma pequena trilha que nos leva pra um mirante de madeira, que na verdade está bem abandonado, mas a vista é maravilhosa para a baía. Sentamos nas pedras para aguardar mais um espetáculo da natureza.

Enquanto assistíamos ao por do sol, as crianças comiam rambutãs e conversávamos sobre o privilégio de estarmos juntos, apreciando o por do sol e valorizando esses momentos. Isso me lembrou um post da Heloísa Schurmann (minha inspiração pessoal) que eu li outro dia: “Quando estou vivendo esses momentos lindos, me lembro o que dizia minha mãe: Minha filha, viva e lembre-se desses lindos momentos que você viveu Quando surgir uma tempestade na vida, as memórias desse dias lhe darão forcas para você enfrentar esse desafio.”

Pouco depois do sol se pôr, levamos um grande susto! Um morador apareceu com dois cachorros, um labrador e um pastor canadense. Quem me conhece sabe o quanto tenho medo de cachorro, mas me esforço muito para não passar esse medo para as crianças. A Natália pediu para brincar com eles e o dono disse que eles eram mansinhos, então ela se aproximou. Eles realmente eram mansos, mas grandes, e ao tentar brincar com ela a assustaram e ela começou a andar para trás, foi quando o Rafa gritou: “Natááááália!”. Eu estava, propositalmente, olhando para o outro lado por causa dos cachorros e não tinha visto a situação, mas se não fosse o Rafa, a Natália poderia ter caído lá de cima! O Rafa chorou e abraçou a irmã com medo de ela ter caído, apesar do susto, foi lindo ver o amor deles. Teve uma moça que também estava assistindo ao por do sol e chorou emocionada ao ver a preocupação dele com a irmã.

Depois do susto, voltamos para o farol e pegamos a trilha da direita, que nos leva a um mirante de pedra, que fez parte do conjunto defensivo das invasões holandesas. O Duda sofreu ao ver um enorme canhão de cobre completamente abandonado no chão. De lá, era possível ver todas as praias. Dava pra ver também a saída da famosa tirolesa de Morro de São Paulo, que já não estava mais funcionando por causa do horário. Essa tirolesa liga o Farol de Morro de São Paulo ao final da Primeira Praia, sendo a maior Tirolesa na água do Brasil, com 350 metros de extensão e 70 metros de altura.

No caminho de volta para a pousada, mais uma parada para o açaí na vila. Depois, de banho tomado, fomos a mais uma indicação para jantar, o restaurante self service Alecrim. Comida gostosa e preço justo. Estávamos cansados para aguardar um a la carte no ritmo baiano e estávamos sentindo falta de salada, então um self service seria uma ótima pedida para aquela noite. As crianças comeram super bem e se divertiram também. Sobre as mesas do restaurante tinham vários desenhos de crianças e assim que acabaram de comer, perguntaram se poderiam desenhar também. O dono atenciosamente respondeu que sim e pegou giz cera e papel para eles desenharem. Eles adoraram e não queriam mais ir embora rsrsrs.

O dia seguinte foi surpreendentemente incrível! Encontramos o Coração, um rapaz que trabalha com turismo na vila, com que tinha conversado sobre passeios de barco no dia anterior. Ele nos propôs fazer o passeio de barco que ele havia me oferecido, mas com um barco só pra gente, pelo mesmo valor por pessoa! Conversamos e decidimos aceitar a proposta, ao invés de dividir um barco com outras 15 pessoas, teríamos o barco só nosso!

Os barcos de passeio saem da Segunda Praia e o passeio escolhido foi o da Vila de Gamboa. No caminho, compramos bebidas e lanches para as crianças e embarcamos. A primeira parada era nas piscinas naturais da Ilha de Caitá, que fica na frente da Terceira Praia. Lá encontramos outros barcos como o nosso, lotados de gente e com música alta, realmente fez toda diferença ter o barco só pra gente. Mergulhamos o quanto queríamos e seguimos admirando o Morro do Farol de outro ponto de vista.

            

A próxima parada seria o banho de lama, mas conversamos com o capitão do barco para pularmos essa parada e ir direto para o banco de areia que fica na entrada da baía, assim, chegaríamos antes dos outros barcos. Foi ótimo, chegamos e estava completamente deserto! Quantas vezes pensamos: “tudo que eu queria agora era estar em uma ilha deserta”, dessa vez, estávamos. A única coisa que tinha era um bar flutuante, que ainda estava completamente vazio.

    

Demos a volta na ilha de areia e aproveitamos bastante antes da chegada dos outros barcos. A próxima parada seria a Ponta do Curral, mas o Dal (capitão) nos disse que ir pra lá sozinhos era perigoso, estava acontecendo alguns assaltos a turista lá, por ter ligação com o continente. Então, fomos direto para a Vila de Gamboa, local escolhido para o almoço. Desembarcamos e fomos para o restaurante que o Dal nos indicou, perguntamos qual era o peixe mais fresco e nos informaram que era o badejo, então pedimos uma moqueca de badejo com camarão que estava maravilhosa. Comemos e fomos dar uma volta na vila.

Gamboa é uma vila de pescadores bem perto de Morro de São Paulo. Na maré baixa, dá até para ir a pé pela praia. Apesar da proximidade, e de ter alguns restaurantes e pousadas, está longe de ter aquele “ar internacional” e turístico de Morro. Em Gamboa também não tem carros, é uma típica vila do litoral da Bahia, com a igreja, pessoas conversando nas calçadas, praia e Mata Atlântica. Ideal para quem procura relaxar, com direito a umas escapadas para Morro. 

    

Gamboa é também uma forma de pescar. Os pescadores constroem alguns “currais” próximos à praia, quando a maré sobe, os peixes entram e quando baixa, eles ficam presos lá dentro, sendo fácil captura-los. Explicamos para as crianças o que eram as gamboas e elas ficaram observando, depois o Rafa comentou: “Coitados dos peixes” rsrs

 

Desembarcamos no mesmo píer que chegamos, atravessamos o pórtico de entrada, colocamos as crianças nos ombros e seguimos para o Forte para mais um pôr do sol. Entre o pórtico e o “Forte da ponta” caminhamos por uma estrada onde de um lado o Morro do Farol e Mata Atlântica e do outro lado, largas muralhas que protegiam a imponente Fortaleza.

O pórtico da entrada já é o inicio da Fortaleza de Tapirandú de Morro de São Paulo construída no século XVII a base de pedras e óleo de baleia e hoje todos a chamam de Forte. Essa fortaleza, tinha posição estratégica na defesa do arquipélago de Tinharé, onde se encontra Morro e da entrada da baía de todos os Santos. Ela foi destruída e reconstruída várias vezes por causas das batalhas, das tempestades e até por causa do próprio mar.

O Forte foi tombado Patrimônio Histórico Nacional e em 2010 começaram as obras de restauração, mas o que vimos foram maravilhosas ruínas em total estado de abandono. Eu adoro construções históricas e mesmo assim, fiquei encantada. Passeamos pelas ruínas tentando imaginar como eram aqueles aposentos quando estavam em funcionamento. A paisagem do forte é incrível e o pôr do sol foi mais um show!

 

 

      

Rafael já estava um pouco impaciente e cansado, então fomos andar um pouquinho pela estrada da fortaleza e sentamos em uma das fendas, que acredito eu, eram utilizadas para observação e até mesmo para tiros de canhão. O sol já tinha se posto e de lá podíamos ver os golfinhos pescando e se divertindo aproveitando o resto de luz do dia, um momento mágico. Ficamos sentadinhos até o restante do grupo chegar, então, Monclair foi para a pousada com o Rafa e foi a vez de eu e a Natália encontrarmos outra fenda e sentar novamente para ver os golfinhos até ficar totalmente noite.

Depois de um dia tão intenso, jantar foi impossível, mas conseguimos comer pelo menos mais um açaí no Pedra sobre Pedra antes de capotarmos.

Na manhã seguinte às 07:00 da manhã estávamos com as crianças na Segunda Praia pois já era o dia de voltar para Salvador. Foi interessante estar na praia nesse horário, apenas os moradores estavam por lá, um grupo jogando futebol e outro fazendo ginástica na areia. A água parecia ainda mais transparente naquela manhã e eu me sentia repleta de um enorme sentimento de gratidão por poder estar ali naquele momento, realizando um desejo de quase 10 anos de desfrutar daquele paraíso com nossos filhos.

          

Para fazer a travessia de volta para Salvador, optamos pela empresa Biotur que faz esse trecho todos os dias às 11:30 e 15:00. Todos nós exaustos dormimos praticamente toda a viagem. Chegando em Salvador, aproveitamos para dar uma volta no Centro Histórico, mas isso já é outra história...

PARA FAZER MELHOR

 - Ficar mais do que três dias

 - Jantar em um dos restaurantes da Segunda Praia

 - Ir na Quinta Praia ou Praia do Encanto

 - Passear de charrete na Praia

COMO CHEGAR

            Morro de São Paulo fica e um ilha no Arquipélago de Tinharé a 300km de Salvador e 19 km de Valença. Existem três formas de chegar lá:

Avião: Definitivamente é o meio mais rápido, confortável e caro para chegar em Morro. Existem duas empresas de taxi aéreo que fazem esse traslado a AeroStar (www.aerostar.com.br) e a Addey (www.addey.com.br). Os aviões saem do Aeroporto Internacional de Salvador Luís Eduardo Magalhães com o destino para Morro de São Paulo. O trecho tem a duração de 20 minutos.

Mar: Existem duas empresas que fazem esse trecho diariamente. Os catamarãs e lanchas saem do Terminal Marítimo Turístico de Salvador que fica em frente ao Mercado Modelo e ao Elevador Lacerda. A viagem dura aproximadamente 2:30. Para mim, essa é a melhor forma de chegar em Morro de São Paulo, pela água! Se você costuma enjoar, faz-se necessário tomar um Dramim.

- Ilha Bela Transporte Marítimo  https://www.ilhabelatm.com.br/

(71) 3326-7158

Salvador / Morro – 08:30 e 10:30

Morro / Salvador – 13:00 e 15:00

- Biotur https://www.biotur.com.br/

(75) 3641-3327

Salvador / Morro – 09:00 e 14:30

Morro / Salvador – 11:30 e 15:00

Mar e Terra: Existem três maneiras de chegar a Morro por mar e terra.

- Transfer Completo: Duas empresas fazem esse transfer terrestre com os trechos marítimos inclusos a Cassi Turismo (www.cassiturismo.com.br/) e a Zulu Turismo (www.zuluturismo.com.br).  As vans pegam os passageiros no aeroporto e hotéis da orla em horários determinados e pré-agendados, levam ao Terminal Marítimo de São Joaquim onde é feita a travessia da Baía de Todos os Santos de barco até Bom Despacho na Ilha de Itaparica, onde um microônibus leva os passageiros até o local mais próximo no continente conhecido como Atracadouro. Esse último trecho é feito de lancha rápida em aproximadamente 20 minutos. Todo o translado tem duração de 2:30.

- Roots ou por conta própria: Se você é viajante e seu objetivo é chegar lá da forma mais barata possível, siga os seguintes passos:

1.    Em Salvador, pegue um barco ou Ferryboat no Terminal São Joaquim até Bom Despacho em Itaparica;

2.    Em Bom Despacho, pegue uma van ou táxi até o ponto da estrada onde passam os ônibus para Valença. Quando fizemos (sem as crianças) optamos em ir até Valença de taxi;

3.    Em Valença, pegue um barco para Morro de São Paulo.

O trajeto todo pode ser feito em aproximadamente 4 ou 5 horas.

- Carro: Neste caso, você terá que dirigir até Valença e deixar seu carro em estacionamento pago e pegar um barco para Morro de São Paulo.

LINKS RELACIONADOS

www.vistabelapousada.com

INFORMAÇÕES UTÉIS

Existem caixas eletrônicos do Banco do Brasil, Caixa e Bradesco, mas recomendo sacar dinheiro em Salvador. A maioria das lojas e restaurantes aceitam cartões de crédito.

 

 

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