OSHO LUA - Chapada dos Veadeiros - GO

 

                Há muito tempo tinha vontade de conhecer a Lua ou Osho Lua que fica “escondida” em um vale na Chapada dos Veadeiros no estado de Goiás. Monclair foi em 2001 ou 2002 com o Bento Viana e o Projeto Pegadas, na época, ainda era uma Comunidade de Permacultura. Lembro que ele voltou muito encantado com o lugar.

                Vi que um amigo, o Manoel Natureza, estava organizando um grupo para ir no feriado da Semana Santa e começamos a avaliar a possibilidade de irmos também. Sabia pouca coisa a respeito até então, mas sabia que para chegar teríamos que fazer uma trilha, que não tinha energia elétrica e que era lindo! Todos bons motivos para pra gente querer ir!

                Quando entramos em contato com o Manoel e confirmamos nosso lugar no grupo, já não tinha mais quarto ou chalés disponíveis, então decidimos que iriamos acampar, para delírio das crianças que adoraram a ideia. Na véspera, quase cancelamos tudo! Um compromisso familiar e horas de chuva sem trégua nos fizeram desistir da viagem. A decisão só foi tomada às 06:30 da manhã, pois dormimos sem ter certeza se iriamos ou não! Optamos por ir e voltar mais cedo no domingo.

                Arrumamos as coisas correndo, pois teríamos que encontrar o grupo às 10:00 em um local na estrada. Saímos atrasados e confiamos mais uma vez no waze, que sugeria um trajeto que nunca havíamos feito antes. Foi ótimo, ganhamos tempo e conhecemos um caminho novo. Aliás, temos usado o waze com frequência em nossas viagens e ele tem nos surpreendido. #ficaadica

                Eu adoro essa estrada e ela está muito boa! Ao som de Benegão, lembrávamos nossas infinitas idas a Chapada, antes e depois de nos conhecermos. Eu e o Monclair temos essa mania de contar e recontar as mesmas histórias um para o outro com a mesma animação da primeira vez, e o outro se comporta como se nunca tivesse escutado antes. Funciona.

                Depois de São João da Aliança-GO, a estrada continua boa, mas perigosa, pois está sem sinalização e as faixas não estão pintadas. As instruções do caminho que o Manoel havia nos passado por telefone, começava exatamente 50 km depois de São João, seguimos e chegamos a um pequeno restaurante de beira de estrada, carinhosamente conhecido como Dona Guiomar pelos frequentadores da Lua.

                Paramos o carro exatamente às 10:20 e algumas pessoas, entre elas o Manoel, já haviam chegado. Surpreendi-me com o número de crianças, contei cinco, fora os meus. O feriado prometia ser animado! Ficamos esperando os mais atrasados que nós até às 11:35, para então seguir em comboio pela estrada de terra por 42 km, que durou  aproximadamente 1 hora e meia, dessa vez, boa parte ao som de Charlie Brown. Uma opção é fazer esse trecho de terra de montain bike, como algumas pessoas do grupo fizeram.

                Moncla me chamou atenção para paisagem que aos poucos mudava de pasto para cerrado silvestre com morros característicos da Chapada dos Veadeiros. Como o cerrado é lindo! A estrada é estreita, mas tranquila, estávamos em um Peugeot 207 Sw e não tivemos problemas. Atravessamos várias pontes e cada uma delas causava uma euforia dentro do carro com as crianças tentando ver o rio pela janela.

                Já na estrada de terra lembrei que queria ter levado um vinho, pois naquele dia, eu e Moncla comemorávamos nosso aniversário de casamento. Esse ano, comemoraríamos sem vinho...

                Confesso que estávamos com muito medo da chuva, mas até aquele momento, apesar das nuvens do céu, o azul prevalecia. Durante todo o percurso de terra, uma enorme nuvem cinza no acompanhou do lado esquerdo e a sensação era que ela estava desviando da gente ou a gente desviando ela.          Eis que um lindo vale apareceu na nossa frente. O Moncla o reconheceu e disse que estávamos chegando. Descendo o vale a estrada ficou mais precária, mas nada demais.

                Estacionamos o carro perto do Rio dos Couros, onde ele ficaria pelos próximos dias. Dois kalungas já nos aguardavam com mulas para nos ajudar a levar parte da bagagem pela trilha. O Manoel deu a dica de a gente curtir o rio antes de pegar a trilha, mas a correnteza estava muito forte, então, preferimos seguir direto para a vila (Osho Lua). Deixamos nossa barraca e os colchonetes de camping para ir com os kalungas e levamos nossas mochilas.

                A trilha acompanha o Rio dos Couros o tempo todo e a paisagem impressiona pela sua beleza! A caminhada levou pouco mais de uma hora e as crianças andaram todo o percurso. Acredito que o Rafa estava na idade mínima para esse passeio, 4 anos, pois já consegue fazer a trilha. Uma criança mais nova precisará do auxilio dos pais (colo).

 

                Ficamos por último e em determinado momento, a trilha terminava. Sem saber exatamente para onde ir, vimos um remo e desconfiamos que teríamos que atravessar de barco. Aguardamos um pouco e um barco apareceu remado pelo Viniti, que trabalha na Lua e nos ajudaria na travessia. Monclair pegou o remo que estava à margem e também remou contra a corrente enquanto admirávamos os enormes paredões que nos cercava. Natália apontava para o rosa das pedras enquanto o Rafa mostrava os azuis, o paredão realmente tinha essas cores, por mais incrível que pareça.

                Na chegada a outra margem, encontramos uma parte do grupo e as crianças aproveitaram para tomar um banho de rio com o papai, enquanto acompanhávamos a travessia das mulas pelo rio que as desafiava com sua correnteza.

 

                A trilha continuava e chegamos a uma ponte pênsil de madeira e cabos de aço. Momento foto e adrenalina! A ponte passa por cima do rio e no meio, temos uma linda vista do vale com a água correndo por baixo dos nossos pés. 

                Conforme andávamos, a mata ficava mais fechada e incrível. Estávamos no meio de paredões de mais de 300 metros de altura e uma natureza exuberante quando vimos o primeiro sinal de que havíamos chegado. Um pequeno chalé entre as arvores, que depois descobrimos que era um banheiro (foto).

                Logo depois uma escada nos levava ao que eu chamaria de sede, onde ficam a cozinha, o refeitório, uma sala de relaxamento e uma aconchegante área de convivência com direito a lareira e tudo.

  

 

 Todos aguardavam instruções de onde teriam que ir. Aproveitamos para descansar um pouco na rede na tal sala de relaxamento.

 

                Por coincidência ou não, as cinco crianças que vimos na Dona Guiomar e suas mães (é claro) também iriam acampar. Na verdade, ninguém mais estava indo para acampar naquele feriado, somente quem estava com criança. No mínimo, surpreendente. Por meio dos nossos filhos, conhecemos a Flávia, mãe da Malu e do José Pedro e a Ticiane, mãe do Enzo, Enrico e Apolo, todos entre 5 e 9 anos de idade. Combinamos de ficarmos todos juntos em um lugar conhecido com Casa Amarela ou Casa do Dilan. Assim, armaríamos nossas barracas em um lugar protegido da chuva e as crianças ficariam próximas.

                Há 22 anos aquela área foi comprada por 12 pessoas e lá formaram uma pequena comunidade de seguidores do mestre indiano Osho que desenvolviam atividades agroecológicas (Permacultura) e recuperavam as áreas degradadas. Já foi conhecida como Aldeia Lua de Permacultura, por Fazenda Lua, por Osho Lua e por Lua. Perguntei para o Manoel como ele tinha conhecido aquele lugar e ele nos contou que há 18 anos, quando ele tinha uma loja de produtos naturais, a Natureza & Cia, constantemente recebia um grupo de pessoas que comprava produtos naturais, pouco consumidos na época, em grandes quantidades e às vezes, pagavam em dólar e isso despertava certo interesse nele. Um dia, uma moça do grupo estava carregando um bebê em um braço e um saco de 5 kg de alguma coisa no outro e ele se ofereceu para ajuda-la na escada, foi então que ela respondeu: “Você não sabe o morro que eu vou subir com isso.” Ele ficou ainda mais curioso e pediu para conhecer. Na época, ainda era uma vila permacultural e a partir daí começou a frequentar. Segundo ele, conforme as crianças foram crescendo, as famílias sentiram a necessidade de voltar para a cidade por causa da escola. Hoje, a maioria mora em Alto Paraíso que fica a aproximadamente 100 km.

 

                A Lua é uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) e a partir de 2006, as instalações foram preparadas para receber grupos para retiros alternativos e ecoturismo. No feriado, conhecemos um casal de São Paulo, a Vivian e o Gustavo, que foram para a Chapada exclusivamente para ir para o Osho Lua. Ela é artista plástica e ele é arquiteto e também estavam acompanhados por Anita, de 4 anos, filhinha deles.  Segundo Vivian, sua terapeuta já havia ido e falava muito bem de lá, então eles decidiram conhecer, mas tiveram dificuldades, pois, não é tão fácil assim ir pra Lua (rsrs). Além da trilha, o lugar só funciona para receber grupos pré-agendados e para isso, é preciso encontrar alguém que organiza esses grupos. Foi assim que encontraram o Manoel Natureza, que faz isso simplesmente para ir e desfrutar daquele paraíso ainda escondido. E é muito fácil entender por que. Agradeço por compartilhar conosco.

                Hoje a Lua tem alguns dormitórios coletivos na Casa das Araras e lindos chalés camuflados na mata. Tem também um chalé maior, com dois quartos de casal e dois de solteiro. Tem pelo menos 3 banheiros espalhados na “vila”, todos com box para banho (de água fria), toalete e pia com água encanada.

 

                Ouvimos um barulho que nos informava que era hora do almoço. O som saia de uma enorme concha que eles sopram para avisar que a refeição está pronta. A comida estava maravilhosa, 100% vegetariana. Os adultos adoraram, mas a comida não agradou ao paladar da maioria das crianças, acredito que por causa do gengibre e da pimenta de bico, mas a Natália e o Rafa comeram bem. Ao terminar, cada um lava seu prato e seu talher em um espírito comunitário.

                Pra mim a Lua tem uma característica especialmente importante: Não tem cachorro! Todo mundo tem um ponto fraco e o meu é cachorro, tenho muito medo. Como lá não tem, não sentia aquele medo de levar aquele susto proveniente de uma latida ou de um cachorro vindo em minha direção. Sem cachorros e sem carros, as crianças podiam ficar livres seguindo as seguintes regras: Sempre calçado, andar somente nas trilhas (não entrar no meio do mato) e não entrar no rio. Dentro dessas regras, eles passeavam de um lado para o outro sumindo nas trilhas que por sua vez, sumiam na vegetação.

                Depois de um longo almoço voltamos para o “acampamento”, onde conhecemos a Lu e a Tati (que o Monclair já conhecia), todas estavam tomando vinho e nos convidaram para acompanha-las. Lembrei que tudo que eu queria naquela noite era tomar um vinho para comemorar nosso aniversário de casamento... Tenho que tomar cuidado com o que eu desejo (ou não), elas tinham levado 9 garrafas de vinho que compartilharam com muito carinho. A gente se sentiu muito bem acolhido pelo lugar e por aquela pequena comunidade que se formava na Casa Amarela.

                Começou a escurecer e as crianças voltaram avisando que a sauna já estava acesa. Colocamos nossas roupas de banho, nos munimos de mais vinho e todos descemos para a sauna à noite. A sauna é uma grande gota aquecida à lenha construída ao lado de uma prainha do Rio dos Couros. Na prainha, uma fogueira e algumas pessoas ao lado conversando e tomando vinho – acho que só a gente não levou vinho! Apesar de um pouco nublado, a lua iluminava o rio que se exibia prateado em frente ao paredão.

                De repente, um casal sai correndo de dentro da sauna e pula no rio! Observo admirada a coragem dos dois. Em seguida, mais duas pessoas fazem a mesma coisa e logo percebi que era quase um ritual, sair da sauna correndo e se refrescar no rio. Monclair e eu nos olhamos e decidimos fazer o mesmo. As crianças haviam voltado para barraca com a Flávia e a Tici, quase como um presente de aniversário de casamento, então aproveitamos mais um pouquinho por lá.

                Entramos na sauna no momento em que o Viniti cantava mantras indianos, o que deu um ar bem místico para a experiência. Lá dentro, a única iluminação era uma vela. Quando não suportávamos mais o calor, saímos e pulamos no rio! Que delícia! Que sensação incrível! Sentir a água fria, a luz da lua e uma pequena adrenalina por estar dentro de um rio à noite. Revigorante e romântico!

                O jantar saiu às 21:00, e era um delicioso caldo de abobora acompanhada de um pão caseiro integral, pasta de grão de bico e ricota. Nenhuma criança jantou, pois já estavam dormindo.Os horários das refeições não estavam muito adequados às crianças, mas nada que uma boa conversa e uma adaptação das duas partes não pudessem resolver, e foi o que aconteceu. Além das refeições, eles disponibilizam frutas, cookies naturais, castanhas, chá e café à vontade.

                Choveu muito durante a noite e eu agradeci muito por estar naquele lugar abrigado, uma vez que estávamos de barraca. Às 6:30 da manhã Natália e Rafael já estavam acordados. Aproveitamos para dar uma volta e conhecer melhor aquele paraíso. Só então que entendi porque as crianças chamavam a sauna de casa do Hobbit do Senhor dos Anéis (rsrs). Durante a noite o rio tinha subido muito e estava quase cobrindo o lugar da fogueira, mas nos garantiram que ele era muito largo para ter tromba d’agua, fenômeno comum nos rios da Chapada.

                No caminho para a sauna, passamos pelo zendo. Em japonês, zendo pode ser traduzido como “sentado meditação”, ou seja, é um lugar destinado para meditação, yoga, troca de massagens entre outras. Todas as manhãs, o mestre Homero Bernardo dava aula de yoga e é claro que a Natália, que adora praticar yoga, ficou por lá com o Monclair que a acompanhou.

 

                Café da manhã e prainha de rio! Alguns foram fazer uma trilha para uma cachoeira, mas o rio estava muito cheio e achamos mais prudente ficar por lá mesmo. O que restava de areia era ocupada por duplas jogando frescobol e crianças brincando entre adultos e cangas. De dia, o paredão do outro lado do rio ficava ainda mais bonito e o admirávamos rodeados de ótimas companhias. Ficamos com muita vontade de voltar no período da seca, mesmo porque, perto da hora do almoço começou a chover e todos foram se abrigar.

                A chuva parou exatamente na hora do almoço, como que programado e após ouvir a concha, seguimos para o refeitório. Mais uma refeição deliciosa! Disseram que a pessoa responsável pela comida se chama Silvana e fez estágio com um grande chef, talvez seja por isso os pratos tenham sabores tão sofisticados.  Dessa vez, entre outros pratos não menos gostosos, se destacava um lasanha vegetariana de dar água na boca e vontade de repetir.

                Por causa da chuva pré-almoço, o rio subiu um pouco mais e a diversão da criançada foi jogar bola em um campinho que ficava entre o banheiro mais próximo do nosso “acampamento” e a “casa” onde estavam hospedadas a Tati e a Lu. Lá ficamos jogando conversa fora, assistindo as crianças e, mais uma vez, apreciando tudo ao nosso redor. A impressão que me dava é que estávamos todos em estado de gratidão por estar ali. De vez em quando a conversa era enriquecida pela presença de outras pessoas do grupo que passavam e ficavam um pouquinho conosco.

Dessa vez, a pedidos, a sauna começou a funcionar mais cedo e voltamos para a prainha, onde ficamos até pouco antes do jantar.

                O Jantar foi servido às 20:00. Não posso deixar de comentar o jantar também, um risoto maravilhoso encantou a todos. O Rafa dormiu na mesa enquanto conversávamos com amigos que já conhecíamos de Brasília, a Nádia, o Pablo, a Tânia e outros que conhecemos lá. Natália, com toda sua independência, se ajeitou em uma das redes e também adormeceu.

                Todos desceram para a sala de convivência que já nos aguardava com a lareira acesa. Mais uma vez constatamos que só nós não havíamos levado vinho... Ficamos um pouco ouvindo o Pablo tocar violão, mas estava esfriando e decidimos levar as crianças para a barraca. Na Casa Amarela, a Flávia e a Tici conversavam enquanto o restante das crianças já dormia. 

                 Nesse dia vi a maior aranha da minha vida, sem ser uma caranguejeira como as lá de casa. Equipada com uma lanterna, fui ao banheiro, quando abri a porta, lá estava ela, na parede bem em cima da pia! Levei um susto! Provavelmente, ela era totalmente inofensiva, mas preferi usar o outro banheiro. No outro dia, a Flávia comentou que também levou o mesmo susto.

                Amanheceu e começamos a arrumar as coisas para sairmos às 09:00 como havíamos combinado, para chegar a tempo do compromisso que tínhamos em Brasília. Enquanto isso, Natália e Malu foram para a yoga e combinaram de nos encontrar no café da manhã.

                No caminho, do refeitório, encontramos os kalungas que levariam parte das bagagens e nos atravessariam o rio de barco e eles disseram que por causa da chuva da noite, o rio estava muito cheio e as mulas não conseguiriam atravessar. Tomamos café e quase 10:00 eles reapareceram com as mulas, o rio tinha baixado um pouco e iríamos tentar. Vivian e Gustavo, o casal de São Paulo, decidiram aproveitar para ir com a gente, pois estavam querendo evitar pegar chuva na estrada de terra.

                O caminho de volta foi mais um espetáculo da natureza. A família de São Paulo fez a travessia de barco primeiro, e como o rio estava muito cheio, o barco demorou um pouquinho pra voltar para nos pegar, então ficamos sozinhos no trajeto, o que deixava tudo ainda mais especial. Éramos somente nós e aquele lugar incrível, no nosso tempo.

 

                Na trilha encontramos o Sargam Shook indo para a “vila”. Sargam é americano/brasileiro e dizem que foi ele quem, ao voltar ao Brasil em 1991, idealizou o Osho Lua como um santuário ecológico, onde ele mesmo lidera grupos de meditação e retiros há mais de 20 anos. Dizem também, que ele é o único dos 12 “sócios” que ainda toma conta do lugar.

                Também na trilha, cruzamos com os kalungas voltando e uma coisa me chamou atenção, ao perguntar como e quanto pagaria pelo serviço deles, eles responderam: “Pode dar quanto vocês quiseram, qualquer coisa está bom pra gente”. Os Kalungas são descendentes de escravos que fugiram para a região central do Brasil em busca da liberdade e formaram quilombos autossuficientes que ficaram isolados por quase duzentos anos.  Era como se não se sentissem no direito de cobrar pelo próprio trabalho, resquícios ainda de uma cultura escrava.  Claro que fizemos questão de pagar, mas dessa vez, pedi para eles levarem minha mochila na mula e não tinha nada comigo, então combinamos que deixaria o dinheiro embaixo de uma tábua perto do lugar que eles colocaram o restante das coisas. Uma relação de confiança tão pura que nos impressionou. Manoel sugere R$ 10,00 por volume.

                Chegamos ao carro e a viagem estava acabando. O casal já nos aguardava com Anita e os dois carros seguiram juntos pela estrada de terra com o intuito de ninguém se perder. Estávamos exaustos e extasiados, com a energia renovada conversávamos sobre os dias que passaram ao som da coletânea de Vinicius de Moraes, que de vez em quando nos interrompia com seus poemas.

                Na volta, a estrada estava muito movimentada e choveu durante quase todo o percurso. Um acidente de carro já muito próximo de casa nos impediu de chegar a nosso compromisso a tempo, mas valeu a intenção. O saldo do feriado foi super positivo!

 

PRA FAZER MELHOR:

·         Levar, NO MÍNIMO,  uma garrafa de vinho.

·         Ir no período da seca – de maio a outubro. O que a gente já sabia, mas não queria perder a oportunidade. Na verdade, lá é sempre lindo.

·         Reservar um chalé.

·         Levar snacks, principalmente para beliscar (com vinho).

·         Levar lanchinho para as crianças comerem entre refeições.

COMO IR?

A única forma que eu conheço é entrando em contato com o Manoel Natureza:

https://www.facebook.com/manoel.natureza?fref=ts

Telofones de contato: CLARO 61 - 9258-4882 / TIM 61 - 8266-6027 / FIXO 61- 3326-5500

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